domingo, 5 de fevereiro de 2017

U&B: Uma aventura interativa - Capítulo 1

Oi Zenti! Faaaala guerreiros e guerreiras!!!!
Nosso primeiro capítulo da nossa aventura interativa finalmente está aqui!!!
Estamos muito felizes em poder começar a compartilhar com vocês este projeto que há tanto tempo viemos desenvolvendo e criando.
Sem mais delongas bora então para o capítulo 1!

E para começar da melhor maneira o nosso barbudo criou uma capa especial para este nosso "livro virtual interativo" Nela você verá um panorama geral de tudo! Um grande resumo contendo pequenos spoilers do que virá :D (Coisa do Khriztian que não se aguenta sem jogar um spoiler, né? XD)
Tomara gostem e boa leitura :)





Capítulo 1


Poderia perfeitamente começar nossa história usando “Era uma vez", mas acho que é muito manjado e esta nossa estrada até hoje foi bem louca e nada teve a ver com contos de fada.
Sabe aquela sensação de acordar de um sonho muito bizarro tentando achar pistas da realidade? Então, eu me senti assim diversas vezes... E desconfio que a Athene também.
A vida realmente dá muita volta, ou melhor, ela vira do avesso tudo quando você menos imagina! Falam que isso são provações, mas desconfio que eu precisava aprender MUITO de mim mesmo para ter passado por todo o que passei!


A coisa toda começou realmente numa quinta feira de janeiro. Não que antes já não tivesse começado, por que eu estava vivendo a semana mais inacreditável da minha vida, e não falo num inacreditável de “que maravilhoso!”, mas de “que esquisito!”
Como de costume, acordei meio dolorido, afinal, não era o colchão mais macio do mundo, ou dos outros oito! Mas era o que estava disponível então eu não me queixava. Não em voz alta.
Olhei pela janela e mais uma vez o céu estava num contraste muito alto entre o azul acinzentado escuro e denso do céu contra o verde brilhante e fluorescente da grama dos campos que havia ao meu redor. Aquela brisa de tempestade vindo a frente carregando o cheiro de grama e terra molhada pelo sereno,

Sai do quarto e como de costume nesses últimos três dias tudo parecia meio vazio nos enormes corredores pouco iluminados e frios. Ainda não me acostumava com essa falta de movimento na minha volta, aquilo era muito grande e eu nunca tinha ficado tanto tempo assim num lugar como este. Confesso que por um lado estava curtindo muito estar nesta espécie de castelo que parecia ter saído das páginas de alguma das lendas que eu lia.

Caminhei reparando um pouco mais no local, acho que antes estava apavorado demais para perceber detalhes a minha volta, mas agora eu começava a me acostumar.  É difícil, claro! Eu sentia saudades de mil coisas, de muitas pessoas, mas não havia o que fazer, era me acostumar ou enlouquecer.
Reparei que a caminho da entrada havia uma porta que sempre estava fechada quando eu passava por lá, mas que hoje estava aberta e era um cômodo enorme e repleto de livros, total certeza que aquilo não era mais um quarto, mas a biblioteca.
Se tivesse mais tempo disponível  teria entrado e me divertido descobrindo os livros que se encontravam lá, mas Thjalfi já tinha jogado umas 20 pedrinhas contra minha janela, sinal de que precisava vê-lo logo, então não perdi mais tempo e caminhei o restante do corredor até a entrada desta enorme residência.
- Pensei que nunca mais desceria! Por que demorou tanto? Você dorme no segundo andar! Não é tão longe assim a saída!- retrucou Thjalfi.

Ele era mais alto do que eu, porém mais magro também. Com cabelos claros e aos lados alguns fios brancos acinzentados, mas não evidenciavam sinais de idade, pelo contrário! Thjalfi tinha cara de adolescente, um adolescente realmente alto e risonho com uma barbicha engraçada.

Olhei para ele, levantando as mãos pra cima em sinal de “fazer o que?” enquanto sorria debochado, e acho que ele não gostou. Expliquei então que tinha reparado na porta aberta daquela biblioteca e ele explicou que sim, era o que eu imaginava e por ser a única na casa era realmente grande, afinal, era muita gente e muito cômodo naquele lugar.

- Temos muito a fazer hoje? Eu realmente quero ir lá! Quero ver quais livros há nesse lugar, passar o tempo, ocupar minha cabeça! Está sendo muito difícil para mim! Me ajude! Quero ir lá!

Acho que fui muito enfático, pois o Thjalfi pareceu convencido... E até comovido!

-Temos algumas coisas para fazer antes que o senhor volte, e você viu que ele gosta das coisas certas e se altera com facilidade.  Após terminarmos eu mesmo levo você até lá e podemos passar o restante do dia em meio aos livros.

Entendi o recado, precisávamos colocar mãos na massa. Confesso que ainda estava me acostumando à vida de campo, era difícil para alguém ligado a tecnologias e ao mundo moderno como eu, mesmo gostando de passar tempo na natureza!





A manhã se passou em meio a trabalhos manuais de manutenção, um café improvisado no estábulo gigante e a caminhada na pequena floresta que nos rodeava para colher lenha junto com mais uns homens.
Era muito diferente da minha vida normal, era por momentos pesado e eu confesso que muitas vezes achei que não ia aguentar, mas aguentava e até gostava, não de tudo, mas de grande parte.
Passava do meio dia e eu poderia comer um boi inteiro, eu e o Thjalfi!  Ele era magro de ruim, pois comia muito mais do que eu, e olha que eu comia muito!

Fomos direto para o salão de refeições, uma sala muito maior do que a biblioteca. Lembro que a primeira vez em que entrei naquele salão pensei nele como o salão de Hogwarts. Era um salão de madeira rústica, teto alto e grandes janelas sobre uma das paredes que davam para a corda de montanhas ao fundo e um denso bosque em frente.
As beiradas das janelas e portas eram todas trabalhadas em tramados entalhados que formavam nós que se encontravam a cada certo espaçamento enquanto as aberturas eram de um metal escuro e que se espalhava em curvas sobre a madeira crua.

No restante das paredes havia escudos redondos, pintados entre azul escuro, prata, ouro e vermelho vinho, que por sinal eram cores que se repetiam várias vezes por todo aquele lugar. Em meio aos escudos, penduradas, pequenas lamparinas iluminavam o local, que embora estivesse claro, ganhava nuances douradas com o dançar das chamas.
Mesas rústicas, enormes e maciças tomavam conta do salão, eram três ao todo e provavelmente tinham de 5 a 10 metros de comprimento cada. Eu não exagerei quando disse que o salão era grande.
As mesas escuras eram acompanhadas por bancos tão rústicos quanto e após elas, lá no fim do salão, em frente à parede central, que parecia mais imponente que todas, havia uma quarta mesa, menor, talvez de uns dois metros, posicionada na direção oposta das outras mesas. Ela era pequena em tamanho, porém imponente quanto aparência. Madeira escura, forte, robusta, e tinha um animal esculpido em cada extremo da base, mas ainda não tinha conseguido decifrar o que era.
Não havia banco, mas duas cadeiras enormes, que mais pareciam tronos, uma delas maior do que a outra. Atrás, na parede, havia mais dois escudos e objetos metálicos na volta e no centro tinha uma escultura feita no que parecia ser algum tipo de metal que estranhamente brilhava entre prateado e dourado, era algo que eu nunca tinha visto. Era como um totem metálico, gigante, e era realmente lindo. Ele impunha total respeito somente de ser olhado.

Já tinham alguns moradores posicionados em algumas mesas e como toda refeição Thjálfi e eu fomos direto para a ultima mesa quase na ponta, próximos da mesa misteriosa, misteriosa porque eu não fazia ideia de a quem pertencia e esse era um detalhe importante, até esse momento, eu não fazia ideia do dono de tudo aquilo, tinha uma pista, e sei que no fundo também tinha claro quem fosse, mas naquele exato momento eu não prestava atenção para minhas desconfianças que eram humanamente impossíveis e totalmente irreais.
Na realidade, explicar aqueles três primeiros dias era impossível, ninguém em sã consciência me levaria a sério.
Na mesa, Röskva, irmã do Thjálfi, nos trouxe a comida e se sentou conosco. Ela ajudava na cozinha com as mulheres moradoras que faziam tarefas de cuidado da residência e cuidavam das comidas. Röskva era um pouco mais baixa do que Thjálfi, mas um era a cara do outro, tão magra quanto e com os cabelos longos e escorridos na exata cor do irmão.
A comida parecia realmente maravilhosa, ou eu estava com muita fome, mas tudo tinha aquele gosto maravilhoso de comida caseira e temperos naturais.  Era cheiro, aparência e sabor de comida rústica. Aquilo que você sabe que vai te trazer muito sustento e que será muito gostoso. E quem assava aqueles cordeiros sabia o que estava fazendo, definitivamente!.
A melhor parte era saborear tudo aquilo acompanhando com jarros de cerveja que pareciam nunca acabar! A cerveja de lá era sempre de dois tipos, ou era tipo Guinness ou tipo Bock, e confesso que a Bock me fazia suspirar. Eu sempre me perguntava de onde que eles tiravam tanta cerveja!? Porquê realmente, lá todo mundo bebia.

Enquanto comíamos eu insisti novamente no mesmo assunto que vinha insistindo nas últimas 24 horas e os irmãos não responderam; Quem era o dono daquilo tudo?
Eu não conseguia entender qual era o problema deles em me responder, parecia que sentiam medo, mas era um medo diferente... Quando tocava no assunto eles desconversavam e quando se referiam a ele durante o dia era com um respeito cego que para mim parecia submissão, eu sentia que o dono de lá era o próprio Darth Vader!
A questão é que mais uma vez desconversaram e eu irritado terminei meu almoço, bebi o restante da minha cerveja e levantei da mesa calado e de cara fechada saindo em direção a biblioteca.

Rumei no impulso pela porta que estava atrás de nós, ao lado da mesa do "grande senhor sei-lá-quem" e só depois percebi que eu não sabia onde era a biblioteca indo pelo corredor da frente, e não por esse do fundo que nunca tinha transitado, mas voltar ao salão e atravessá-lo para ir para o outro corredor bancando uma de perdido ou de bobo na frente dos irmãos estava fora de cogitação!

Portanto continuei adiante. O corredor deste lado era de pedra, ainda mais frio do que o de madeira escura da frente. A pedra parecia congelar ainda mais o lugar que já estava frio naturalmente.
Chifres nas paredes com velas internas iluminavam meus passos já que era realmente escuro e sem janelas, apenas um corredor longo que finalizava numa escada a uns vinte metros na minha frente.

Continuei caminhando perdido em pensamentos quando um estrondo muito forte me fez cair no chão. Era um som muito forte, grave e longo que vinha na direção das minhas costas, diretamente do grande salão de refeição. Parecia que uma bomba tivesse sido explodida lá!


Eu olhei em direção ao inicio do corredor sem saber o que fazer.



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Fique ligado por lá pois avisaremos antes de publicar o capítulo 2 na semana que vem. Corre pra votar!

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Mega abraço viking carregado de arco íris de unicórnio!





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